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Depois de Mitologia Egípcia, qual é o assunto que deve ser postado?
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Último dos Egípcios!

Olá
Esse será o último post sobre mitologia egípcia daqui e em breve começaremos outro tema!
Quem se interessou por esse pode me pedir material ou referências q passo sem problemas, ok?
Próximo post será sobre o assunto q ganhou menos votos na última enquete!


Capítulo 7: O Renascimento de Osíris

Ao saber da notícia Isis decide não se abater. Assim constrói uma barca feita de palha de caniços, e parte por meio desse frágil transporte em busca dos fragmentos do corpo de seu amado. Onde cada fragmento é encontrado Isis erige um santuário. Logo a deusa reúne treze dos quatorze pedaços, pois descobre que o décimo quarto, o pênis de Osíris fora comido por um peixe, o Oxirrinco, que por isso torna-se impuro. Ela então entalha um modelo do membro que falta em madeira de acácia, voltando a Buto. Lá ela e sua irmã, Néftis, que abandonara Seth fazem uma comovente prece a Rá. O deus sol então envia os Deuses Thot e Anúbis, com ordem de reconstituir o corpo do deus morto. Assim os deuses passam horas em volta dos despojos, banhando-o em resinas e vinhos para impedir o apodrecimento. Então, com o corpo novamente inteiro, Anúbis inicia o processo de embalsamamento, com o qual visa conservar o corpo para a eternidade. Nas faixas de linho finíssimo Isis inscreve fórmulas mágicas, e faz uso constante de amuletos mágicos. Por fim ela e Néftis dirigem outra longa prece a Rá, até que, ao agitar sua longas asas sobre o corpo, Osíris renasce para uma nova vida, passando a julgar, com sua infinita bondade e compaixão o ka dos que morriam. Jamais Osíris voltaria á vida terrestre, mas sempre seria lembrado pelo seu povo como Unenefer, o bom Deus.


Capítulo 8: A Vingança de Hórus

Isis, depois dessas aventuras, passa a cuidar de Hórus. O jovem infante tem uma infância difícil, tendo de se esquivar dos partidários de Seth, e se safar dos perigos pantanosos do delta. Embora forte, o deus menino às vezes é consumido pela febre. Em outras, seus dentes de leite doem apesar disso Hórus cresce um menino forte e corajoso, com a intenção de vingar seu pai. Assim, quando seu corpo se torna cada vez mais robusto, e seu poder mais forte, o deus com cabeça de falcão recebe a visita de seu pai, até então no outro mundo, aguardando a hora certa para falar com o filho. Então Osíris lhe entrega armas, ensina a manejá-las, e explica ao filho o motivo do ódio de Seth, além de instruí-lo em que pessoas e Deuses confiar. Logo Hórus se torna hábil com o machado, a espada, o arco e em lutar com o carro de guerra. Assim ele reúne em torno de si todos os mais bravos partidários de seu pai, e, com um poderoso exército parte para confrontar o tio. As batalhas são longas, e a mais sangrenta delas ocorre em Edfu. Ali Seth e Hórus haviam decidido a por termo na guerra, reunindo todos os seus partidários, e iniciando a última luta. O Deus vermelho lutava então sob o disfarce de um hipopótamo, matando os aliados do deus falcão. Esse entretanto estava alto nos céus, garras em riste, olhando com atenção a batalha para achar seu tio. Assim que o fez Hórus feriu Seth com suas garras de aço, e o deus vermelho escapou na forma de um orix, o qual o deus falcão perseguiu, iniciando um duelo feroz. Seth, gravemente ferido, arranca o olho esquerdo de Hórus, e ambos passam a se golpear na forma de humanos e animais, até que Isis se interpõe entre eles. A rainha, de uma dignidade impressionante se mostra infeliz com a guerra e implora para que o filho e o irmão parem de lutar. Hórus, contudo, na fúria que se apossou de seu ser brande contra sua mãe sua espada, quase matando-a.
Nesse instante uma grande voz ordena que cessem os combates. Era a voz do Deus Sol,a voz de Rá, que exigia que os combatentes parassem e fossem julgados pelo tribunal divino.



Figura de Hórus

Capítulo 9: O Tribunal Divino

Quando o combate cessou Rá ordenou a Thot que fosse e curasse os combatentes, trazendo-os, logo depois para sua morada. Ali estavam reunidos todos os deuses, até mesmo o Num, o oceano primordial. Por várias horas os Deuses discutiram, depois de ouvir os argumentos de Seth, de Osíris e de Hórus. E de forma surpreendente estavam num impasse, com dois grupos, um defendendo a direito de Hórus e outro o de Seth. Nesse momento o deus Geb, pai de Seth e avô de Hórus propõe uma solução:
-Que o Egito seja dividido. A coroa vermelha reinara para sempre no sul, e a branca para sempre no norte. Elas serão, pois, unidas sob um rei, e ele será o Faraó, aquele que tem Hórus e Seth no mesmo ser. Aos homens entregaremos esse poder, e dentre eles escolheremos os de linhagem divina para ocupar o trono.
Hórus aceita com calma a decisão, e Seth resmunga com o acordo. Mas daí em diante e ambos passaram a governar o Egito.



Olho de Hórus

Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas.
Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à “vitória” decisiva sobre Seth. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.
O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.
O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.
Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde.



Olho de Hórus



Agora mais um assunto acabado!

Espero que tenham curtido!


^^



- Postado por: Angelus às 15h40
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Olá
Mais uma parte da história do Ciclo Osiriano para vcs.


Capítulo 4: O Banquete dos Conspiradores

Numa casa pequena num bairro pobre da capital Mênfis, a portas fechadas, estavam reunidos os conspiradores. Aliados de Seth, aqueles homens cruéis não suportavam assistir a glória de Osíris, a quem Seth devotava o mais profundo ódio, nascido do ciúme. Pois fora Osíris quem recebera de Rá, bisavô de ambos a parte mais polpuda da herança: o fértil Egito banhado pelo Nilo. Enquanto isso, Seth devia se contentar com o Deserto e os Oásis, nem de longe to maravilhosos quanto o belo Egito.
Por isso Seth planeja cometer seus crimes atrozes. Combina com seus asseclas a morte de Osíris, e a subida de Seth ao trono.
Na manhã seguinte, depois de longos anos de viagens, Osíris retorna a sua capital, em Mennofer. Ali é recebido por Seth, que com palavras corteses e respeitosas, cheias de afeto conversa com seu irmão, terminado por convidá-lo para um banquete a se realizar na noite seguinte.
No dia seguinte, sem desconfiar de nada, o bom Osíris dirigiu-se para a casa onde se realizaria o banquete. Ali estavam os 72 conspiradores, junto a seth, que saudaram de forma entusiástica o Deus. Foram postas na mesa as mais deliciosas iguarias, e em jarros grandes, de barro vitrificado estavam os mais finos vinhos. Seth e os conspiradores revezavam-se em conversar e distrair o Deus, enquanto em segredo tomavam as medidas exatas do seu corpo para fazer uma grande e luxuosa caixa de madeira. Assim, no auge da festa, o fantástico cofre entrou na sala, sob aplausos e a promessa de Seth que a caixa seria dada ao que nela coubesse, sem nenhuma falha. Todos os conspiradores participaram da brincadeira, mas sempre eram muito baixos para ganharem a “brincadeira”. Por fim Osíris foi persuadido a deitar-se, e, no momento em que o fez, gritos bestiais emergiram das gargantas dos traidores. O cofre foi fechado, e selado com toda a sorte de resinas e cera, para impedir que o prisioneiro se libertasse,e naquela mesma noite lançado ao Nilo.

Capítulo 5: A Fuga de Ísis

Ao amanhecer, passando por cima dos pedidos de sua esposa,e do direito de Isis, Seth proclamou-se rei legitimo de todo o Egito. Logo após fazê-lo, lançou-se numa perseguição louca contra os partidários de seu irmão, aprisionando-os nos mais variados locais. Alguns conseguiram escapar, como Anúbis e Thot, fugindo sobre a forma animal. E Isis, grávida do filho de Osíris fugiu para a região do delta Nilo, colocando-se sob a proteção da deusa serpente Uadjit, que reinava sobre a região. Caminha sob a guarda de sete escorpiões, sofrendo muito pelo caminho, até chegar na cidade de Buto, onde dá a luz a seu filho, Hórus, legítimo herdeiro de Osíris. De onde estava Isis conclama as deusas Hathor e a Deusa cobra Uadjit, implorando que alimentem e protejam o recém-nascido. Assim, Hathor o alimenta com seu leite, e a Deusa Cobra o defende dos emissários de seth, com a peçonha inchada do fogo purificador da terra.

Capítulo 6: A Viagem de Ísis

O cofre e lentamente guiado pelo Nilo, até o mar, viajando ao sabor das ondas. Muito tempo dura essa viagem, até que encalha na cidade de Biblos. Ali, um prodígio se opera, quando da madeira do caixão vai surgindo uma belíssima e frondosa acácia, de soberbas proporções e cheirosos frutos e flores. O tamanho da árvore era de tal ordem que o cofre estava escondido, no cerne da madeira. Logo o ocorrido, propaga, a ponto do rei de Biblos, Malcandre, ordenar a seus servos que a Acácia fosse cortada e trabalhada para servir de pilar decorativo em seu palácio. Tal prodígio chega a Isis, que estava viajando em busca do corpo de seu amado. Ouvindo falar do acontecimento, Isis se transforma em andorinha, para chegar mais rápido ao palácio. Ali algo estranho se nota: todos os dias, ao entardecer, uma ave de grande beleza circula o pilar, emitindo gritos lancinantes, como que sofrendo muito com o que via.
Nos dias seguintes a esse fato, surgem na cidade muitos comentários a respeito de uma bela, elegante e misteriosa estrangeira. Essa mulher não é ninguém menos que Isis, que assumira novamente a forma humana, decidida a recuperar o corpo de seu esposo. Para isso passou a encontrar-se e a dialogar com as servas da rainha, que ficaram desde o principio encantadas com a companhia agradável da estrangeira, que passava horas ensinando-as a fazer remédios, pão, e outras coisas mais, além de ir mostrando os segredos da elegância Egípcia. As servas por sua vez não falam em outro assunto no palácio, chegando aos ouvidos da rainha Nemanu, que, curiosa chama a estrangeira ao palácio. Ali ela se impressiona com a personalidade e os conhecimentos de Isis, tomado-a como sua aia, encarregada de cuidar dos jovens príncipes.
Numa noite a rainha ouve sons estranhos, vindo do quarto de seus filhos, e se levanta para ver o que estaria ocorrendo. Ao chegar no quarto de seus filhos, solta um berro de surpresa e terror, ao ver suas crianças ladeadas por sete grandes escorpiões, e por altas chamas. Logo depois dela entra Isis, que profere algumas palavras que rompem o encanto, fazendo sumir as chamas e os escorpiões. Isis contudo balança a cabeça, desolada:
- Não confiou em mim, ó rainha; pois eu pretendia fazer de teus filhos imortais. Não posso mais conferir tal graça a eles, pois o encanto quebrou-se. Posso, contudo lhe dizer que eles serão reis importantes. – com tais palavras a rainha desata a chorar, pedindo perdão, e o rei se aproxima e oferece a Isis qualquer coisa que ela desejar. De pronto ela pede o pilar de Acácia, que é imediatamente derrubado. Ela própria corta o tronco até o seu cerne, para libertar o cofre, e parte de Biblos em seguida.
Chegando ao delta, Isis chora longamente diante do cofre pelo seu esposo, a quem ela tanto ama, para logo depois escondê-lo entre os caniços do delta. Assim ela segue viagem para Buto, para rever Hórus. Ali, contudo a espera uma noticia trágica: em sua ausência um porco preto descobrira o paradeiro do cofre, e se apressara em conduzir Seth para lá. Diante do corpo de seu odiado irmão o Deus vermelho teve um acesso de loucura, dividindo o corpo em quatorze pedaços e os espalhando por todo o Egito.

CONTINUA...




Ísis com seu filho Hórus!


Até a próxima de novo!



- Postado por: Angelus às 21h43
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O Ciclo Osiriano

O mito de Osíris é talvez o maior ciclo de mitos interligados da história do Egito, e consiste o cerne do rito de criação Heliopolitano, onde temos uma dinastia de reis iniciada com Rá, e como sucessores Osíris, Seth e Hórus. É composto por vários mitos menores, já que aqui expomos apenas os mais importantes. Alem disso, é ligado ao mito solar da criação, apesar de não existir necessidade de se conhecer tal mito para compreender o ciclo de Osíris.

Capítulo 1: Um Jogo de Senet

Estremece o cosmos diante da Cólera de Rá. O velho deus enfurece-se diante da recém chegada noticia: sua neta, a deusa da abobada Celeste, Nut, ousara desposar seu irmão, Geb, apesar da proibição de Rá e de Chu, deus do ar, a separá-los. Tal é a raiva do pai de todas as divindades que ele lança, sem hesitar, uma maldição sobre o casal:
- Nenhum dia, de nenhum ano, de nenhum século, até o fim do mundo será o dia do nascimento dos filhos de Geb e Nut! É o sol quem fala! E é o tempo que obedece! – e o par divino tornou-se para sempre estéril. Nut sentia-se totalmente arrasada, pois grande é sua vontade de ter filhos. Dirigi-se pois a Thot, Deus das invenções e da Sabedoria, aquele que media o tempo para o deus Rá.
Ao chegar à morada de Rá, lança-se aos pés desse Deus, implorando pela graça de ter filhos, com os quais pudesse brincar. Tal é sua suplica que o deus da sabedoria decidiu-se por ajudá-la. Fala, então, Thot:
- Nut, senhora dos Céus, grande é o amor que tenho por ti, ainda que ames a outro. Tua infelicidade corroeu meu coração, e por isso decido que a ajudarei. Espere-me aqui. Assim Thot passeou pelas margens do Nilo, refletindo sobre a raiz do problema. Sim, Nut podia engravidar...os filhos dela é que não podiam nascer. O Deus-escriba e mago, então, ruminando o que lhe dissera Nut. Ele a amava, e tudo faria para ajudá-la, mas como desafiar ao Demiurgo, primeiro entre os Deuses? A não ser que... Thot parou, silencioso, olhou para o céu e viu ali, em meio ao firmamento, o palácio de Khosu. Para lá se dirigiu, passando pelas cortes e constelações de estrelas, onde a Barca prateada do deus Lunar se encontrava, plácida, remada pelos seus criados. Bem ao centro, num largo pavilhão, com toda a sorte de flores e frutos luxuriantes, e com mais luxo que a mais luxuosa morada eterna, estava sentado, com um tabuleiro de Senet trabalhado em prata e marfim, o Deus Khonsu, com o diadema da lua cheia em sua fronte, jogando com um servo. Milhares de vezes ele o fazia, pois já não havia entre os deuses e mortais quem com ele se batesse nos tabuleiros. E assim ele ganhou o orgulho de ser o mais habilidoso dos Deuses no Senet. Disso se aproveitou Thot, quando, ao chegar lá o desafiou para uma partida:
- Salve Khonsu, senhor do consolo da luz noturna nas terras de Kemet!* venho eu, Thot, o mais sábio, mago, para propor-lhe um desafio. Se me venceres numa partida de Senet, dar-lhe-ei o que me é dado conhecer no domínio dos Sortilégios. Aceitas?
- Propõe algo que desejo, ó Thot, mestre dos hieróglifos, senhor de Hermópolis. Aceito teu desafio.
-Mas se eu vencer, ó percorredor do universo – disse Thot – Dar-me-á parte de tua luz.
- Assim seja!
Logo ambos sentaram-se, e a partida iniciou-se. De nada serviu a Khonsu sua habilidade, pois era como se as peças de Thot chegassem antes que ele fizesse qualquer movimento com as suas. E assim o disco da lua perdia seu fulgor claro, enquanto Thot mantinha a luz contida em seu cajado. Por quase toda à noite enfrentaram-se, até que a lua minguou o suficiente para que Thot pudesse criar os cinco dias necessários para que Nut tivesse seus filhos. Enquanto Thot partia Khonsu ruminava sua derrota, resmungando:
- Em uma partida eu o derrotaria!
Thot voltou ao seu lar, em Jemenu, donde operou seu maior encantamento, que só poderia ser feito uma vez. Criou ele, com a luz e o poder divino de Khonshu cinco dias a mais no ano, totalmente fora do calendário de trezentos e sessenta dias anuais. Ali, sem a supervisão de Rá, poderiam os filhos de Nut nascer.



Árvore genealógica do antigo Egito!


Capítulo 2: Nasce um Rei

Meses depois, em Tebas, um homem bom de nome Pamiles entrou em um templo, a procura de água. Lá, para sua surpresa, descobriu-se sozinho, apesar do imenso edifício fervilhar de sacerdotes e pessoas orando e fazendo oferendas. Enquanto caminhava pela sala hiposlita (salão monumental de colunas), ele ouve, surpreso e amedrontado, uma voz poderosa, que clama o nascimento de Osíris, o maior dentre todos os Reis, que traria incontáveis benefícios ao Egito, e a toda a terra. De fato, ao crepúsculo do primeiro dos cinco déias criados por Thot, nasceu Osíris, com sua pele escura e elevada estatura, de dois côvados. No dia seguinte, de modo doloroso, nasce Seth (ele nasceu arrebentando a barriga de Nut), o deus de cabelos vermelhos. E depois disso surgem Isis, com seu olhar astuto, e Néftis, com suas grandes asas. O último dos dias é gasto por Nut para recuperar-se do parto (também né... heeheheheeh).
No dia seguinte aos nascimentos, Rá descobre o que ocorreu, e novamente o universo treme com sua fúria. Mas o velho Deus está cansado, e decide por abandonar a terra, montado em uma vaca, que o guiará ao Amanti. O trono do Egito entrega a Osíris, representado pelas cores negra, que era a lama do Nilo, e a potência fecundante e verde, cor da vegetação nascente.
Já Seth recebe também o seu quinhão, as terras que cercam o Egito, o deserto com seu chamado misterioso e os Oásis que o pontilham. Vermelho é a cor de Seth, vermelho das terras do deserto ao sol, o vermelho que ilumina seus olhos ao combater Apófis, o vermelho de seus cabelos, cor da violência, tempestade, das desordens Cósmicas e da guerra.
Toma Osíris como esposa Isis, e Seth casa-se com Néftis. Apesar de irmão, Osíris e Seth se opõe.



Imagem de Seth

Capítulo 3: Os Dons de Osíris

Subindo ao trono do Egito, Osíris inicia um longo, pacifico e próspero reinado, transformando os miseráveis egípcios em um povo ciente das artes da civilização. Com as próprias mãos, o bom deus cria a primeira enxada, e prende ao boi primeiro arado. Como Deus do mundo vegetal, Osíris presenteia aos homens com o trigo, a cevada, as uvas e as tâmaras. Isis, junto com Néftis, lhes passa o conhecimento de como fazer o pão, de como tecer, de como criar remédios e poções. O par divino também orienta aos homens sobre a família, as regras de conduta, ensinando como viver em harmonia. Também entrega Osíris aos homens o conhecimento dos metais. O bom deus chega até a dialogar com o deus do Nilo, Hapi, para que as cheias ocorram em épocas propicias, e ensina aos egípcios a construir canais e barragens, para irrigar os campos além do alcance da cheia. Tal é sua dedicação ao bem estar dos egípcios que estes passam a chamá-lo de Unenefer, a boa entidade.
Anos depois desses acontecimentos, com o Egito grande e feliz, Osíris parte, em companhia de Anúbis e de Thot para uma pacifica e proveitosa viagem, pelo mundo.



Imagem de Osíris

CONTINUA....


Tô sem mt o que dizer hj!
Bom, pelo menos o post ta aew!
^^



- Postado por: Angelus às 22h10
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E assim começa...

Bom, gente a outra parte da história de Amon tb se integra com a de Tuthankámon, ou seja é enorme, então quem se interessar eu mando por msn ou e-mail, ok?

Vamos agora para o início de um dos últimos posts de mitologia egípcia aqui.
Nesse começa a história q pra mim é a mais linda de toda essa rica mitologia!
Ehheeheheeheh

 

O Nome Secreto de Rá

Rá, o poderoso deus que veio a existência por si mesmo, o que fez o céu, a terra, a água, o que criou a vida, o fogo, os homens e deuses possuía tantos nomes que nem mesmo os deuses conheciam.

Ísis, a grande Maga, era uma mulher de palavra hábil, mais hábil que os corações de um milhão de homens. Se sobressaía sobre milhões de deuses, e era mais astutas de que muito deles. Conhecia, como Rá, o senhor supremo, tudo o que se podia saber sobre o céu e a Terra. A deusa tramou em seu coração averiguar o nome secreto de Rá, o qual lhe dava o poder sobre o resto dos homens e dos deuses.

A cada dia, Rá surgia, sobre sua barca, do lado oriental do horizonte para realizar sua travessia pelos céus e atravessar o lado ocidental, ao entardecer, realizando sua viagem noturna pelas regiões de Duat, a qual ele iluminava com sua luz. No entanto eram muitas as viagens que o deus havia realizado e a cada dia ele envelhecia um pouco mais. Quando atravessava as terras do Egito sua cabeça se balançava, sua mandíbula tremulava e da sua boca caía a saliva que regava a terra.

Um dia Ísis recolheu a saliva com sua mão, misturando-a com a terra modelou uma serpente que deu origem a primeira cobra. Não necessitou empregar sua magia para levar a cabo essa criação, porque na criatura se encontrava a própria substância divina de Rá. Ísis tomou a serpente inerte e a situou no caminho em que seu pai efetuava a transição diária do Oriente e do Ocidente, de acordo com o desejo de sua alma.

Depois de que o grande deus fez firme seu coração, disse àqueles que o seguiam: Venham a mim, Oh, vocês, que vieram a existência do meu corpo. Vocês, deuses que surgiram de mim. Que então saibam o que me aconteceu. Uma criatura mortal me feriu. Meu coração o pressenti, mas não sei do que se trata, porque meus olhos não puderam vê-la, nem minhas mãos puderam tocá-la. É desconhecida entre tudo que eu criei. Nunca senti tal dor, não conheço nada tão mortal. Sou o Governador e filho de um Governante, o fluido produzido por um deus. Sou o Grande filho de um Grande. Foi meu pai que pensou meu nome. Tenho muitos nomes e uma variedade de manifestações, e meu Ser está em cada um dos deuses que existem. Sou proclamado como Atum e como Hórus. Meu pai e minha mãe pronunciaram meu nome, que estava oculto em meu corpo antes mesmo do meu nascimento, de modo que ninguém pode ter poder sobre mim mediante suas palavras. Quando saí para ver minha obra e avançava pelas Duas Terras, algo me mordeu, mas não sei o que foi. Não é o fogo, nem a água, no entanto sinto o fogo em meu coração, meus membros tremulam e estremecem. Venham, filhos meus, deuses, venham a mim, aqueles que conhecem a glória das palavras e quem conheça sua mágica pronunciarão, os de poderosa influência que alcança o céu.

Todos acudiram ao chamado de Rá, e também o fez Ísis, a Grande Maga, com seu glorioso poder e eficaz palavra. Ísis disse: Que é isso? O que foi que lhe sucedeu? Pai Divino, foi, talvez uma serpente que lhe transmitiu essa dor? Uma de suas criações pôs seu coração contra o seu? Se assim é eu expulsarei a dor que te aflige e destruirei com meus feitiços.



Ísis cura Rá!

Rá abriu sua boca para contestar: “ Quando viajava pelo largo caminho, quando atravessava as Duas Terras, e os países estrangeiros, desejoso que meu coração percebe-se minha obra, uma serpente a qual não podia ver me mordeu. Não é fogo, não é água. Sinto o frio em meu corpo como a água, sinto o calor do fogo, todos meus membros tremem e o suor corre pelo meu corpo. Me estremeço, meus olhos se encontram inseguros e não posso distinguir o céu. A umidade me alcança no rosto como nos quentes dias de verão.”

Ísis novamente falou e agora sua voz era cálida e reconfortante: “Venha, diga Senhor, vosso nome, oh divino pai, vosso verdadeiro nome, o nome secreto que só você conhece, porque somente viverá aquele que é chamado por seu verdadeiro nome.”

E Rá contestou com todos os nomes que possuía: "Sou o criador do Céu e da Terra, fui quem criou as montanhas e criou tudo que existe. Sou o que deu origem as Águas, fiz com que a Grande Inundação viesse a existência. Sou quem trabalhou o céu e as cavidades ocultas dos Dois Horizontes, dentro dos quais situei as almas dos deuses. Sou aquele que quando abre os olhos origina a luz e quando os fecha provoca a escuridão. Sou o aquele que criou as horas e assim os dias vieram a existência. Sou o que abre os festivais do ano, o criador do fluxo corrente das águas. Sou quem deu origem ao fogo para que os trabalhos o homem pudessem levar a cabo. Sou Jepri pela manhã, Rá ao meio dia e Atum pela tarde.”

Mas Ísis já conhecia todos esses nomes, igual ao resto doa humanidade, no entanto Rá seguia guardando dentro de si seu nome secreto. Enquanto, a dor crescia e o veneno corria através de suas veias como o fogo. Então Ísis se dirigiu novamente a Rá dizendo-lhe: “ Não são esses os nomes que necessito para que seja curado, é necessário que me diga seu nome secreto, aquele que só você conhece, e o veneno será expulsado. Só viverá aquele que manifesta seu verdadeiro nome”.

Rá estremecido pela dor que lhe queimava com ferocidade, mas poderoso que as chamas do fogo, disse: Aproxime-se Ísis, venha aqui e deixe que meu nome passe do meu corpo para o teu. Eu, o mais divino entre os deuses, o mantive oculto para que meu assento na Barca Divina, de milhões de anos, pudesse ser extenso. Quando saí de meu coração, diga-o ao seu filho Hórus. Depois que haja jurado pela vida do deus”. Depois disso o grande deus revelou seu nome a deusa.

Então Ísis, a grandiosa dos feitiços, disse: "Vá embora veneno! Sai fora de Rá. Oh olho de Hórus, sai fora do Deus que deu origem a vida por meio de suas palavras. Sou eu quem realiza esse feitiço, sou eu quem envia pra fora o poderoso veneno. O grande Deus me entregou seu nome. Rá viverá e o veneno morrerá.” Assim foi como disse Ísis, a Grande, senhora dos Deuses, que conhece Rá pelo próprio nome.



Em breve vcs saberão como Rá agradeceu a esse favor!
Até a próxima!



- Postado por: Angelus às 12h54
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AMON

Olá
Dessa vez até que não demorei tanto né
Ehheehehh
Nesse post será somente um deus, mas acreditem, tenho mt sobre ele.

Amon

Deus egípcio, criador e conservador de tudo o que existe. É marido de Mut e pai de Khonsu. É representado com corpo humano e fisionomia de carneiro ou vice-versa. Eventualmente, sua cabeça era encimada por um disco e duas plumas.

ÁMON Entre os cerúleos pilares de lápis- lazuli do enleante templo dos céus, o Sol, sedutor feiticeiro do Infinito, transfigurava, através da mística alquimia da luz, a noite da inexistência, perpétuo algoz da alma humana, no resplandecente dia da vida eterna. E seus lábios luzentes, pétalas de luz da fragrante rosa de fogo que a aurora desfolhava sobre o leito do horizonte, na ânsia de perfumar as núpcias do céu e da terra, albergavam o berço da humanidade e a matriz da perfeição universal. No Antigo Egito, Ámon- Ré, imanente incarnação do astro- rei, era soberano do sublime éden de fruição espiritual, de cujo seio de apoteoses divinas brotava o fruto da harmonia cósmica que deuses e homens cobiçavam. Ávidos de saciar a sua sede no néctar de paz intemporal dele resvalado, estes coroavam os céus com arco–íris talhados em hinos esplendorosos que exaltavam a magnificência do excelso regente dos deuses: “Único é o oculto que permanece velado para os deuses, sem que a sua verdadeira forma seja conhecida. Nenhum deles conhece a sua verdadeira natureza que não é revelada em nenhum escrito. Ninguém o pode descrever, é demasiado vasto para ser apreendido, demasiado misterioso para ser conhecido. Quem pronunciasse o seu nome secreto seria fulminado.” (Hino a Ámon).

Todavia, oráculo algum preconizara que tal deidade, quase escrava do anonimato total no Antigo Império, viria a coroar-se “rei dos deuses” (nesu- netjeru) e incontestável soberano do vasto reino dos céus. Com efeito, é apenas no decorrer do Médio Império, que Ámon, efígie do Sol criador, após haver vagueado, enquanto peregrino de luz, pelos ignotos céus do desconhecimento, alcança por fim o santuário de magia imarcescível, erguido no horizonte da fé em honra do panteão egípcio, onde, volvida uma viagem mágica, que lhe permitiu a absorção de diversas outras deidades, o deus solar renasce, cantando a Aurora do seu poder como divindade nacional, dinástica, universal e criadora. Os jardins onde a mitologia egípcia semeou as origens de Ámon constituem ainda um paraíso proibido, cujos encantos florescentes se oferecem somente à nossa Imaginação nômada. Porém, alguns egiptólogos crêem que originalmente Ámon não era senão uma deidade do ar, que no Infinito nas crenças egípcias, partilhava as características de Chu, estatuto do qual não jamais viu-se privado, mesmo após a sua meteórica ascensão até ao trono celeste. É, de fato, como rosa de vento, orvalhada de doces brisas, que Ámon desabrocha para a Primavera da popularidade na região tebana de Ermant. Esta teoria é, contudo, contestada por uma fração oponente, a qual defende que Ámon, na realidade, floresceu na mitologia egípcia enquanto um dos membros da Ogdóade de Hermopólis, formando assim com Amonet, sua parceira feminina, um dos quatros casais que a constituíam. Nesta representação, Ámon e a sua esposa incarnam os princípios primordiais, suspensos nos braços da escuridão, que se transfiguravam num hipotético dinamismo criador. A introdução de Ámon na região tebana ofereceu-lhe uma inaudita ascensão no seio da Ogdoáde, ao indigitá-lo líder dos deuses que a formavam. Independentemente das dúvidas que, quais planetas perdidos no Universo da História, orbitam em torno da fulgurante estrela que exaltara o nascimento de Ámon, é certo que este deus manteve-se cativo do cárcere do anonimato até ao Império Médio. Com efeito, a partir da XII dinastia, o seu culto desenvolve-se de forma surpreendentemente célere, permitindo a Ámon ser consagrado soberano incontestável do panteão egípcio. Despindo a mortalha de nuvens que obliterava o seu rutilante corpo de Sol, Ámon inundou de luz as almas dos monarcas egípcios que, em retribuição, permitiram que o sublime pulsar do coração da eternidade entoasse até ao seu atroz eclipsar, a maravlhiosa sinfonia composta pelo doce epíteto do deus criador. Assim, em Karnak foram edificados templos, cujo esplendor conquistou o tempo e desafiou a morte. Concomitantemente, o faraó torna-se filho carnal de Ámon, proclamando-se assim emissário dos deuses entre os homens e vice- versa. Em Tebas, cidade cuja cosmogonia combina elementos oriundos de Hermopólis, Heliópolis e Mênfis, Ámon tange no doce harpa do coração da doce deusa Mut a harmoniosa melodia do amor. Com ela e com Khonsu, fruto dos seus esponsais, formará uma poderosa tríade. Na qualidade de deus patrono da capital egípcia (Tebas), Ámon é coroado regente dos deuses. Contemplando a surpreendente ascensão ao trono dos céus do agora prestigiado deus criador, o clero abraça a resolução de talhar na sua coroa de luz a jóia rara de uma teologia apta a exaltar o fastígio da sua soberania, fato facilmente constatável através da leitura e análise do seguinte mito. Conta a lenda que a serpente Kematef, ou seja, “a que cumpre o seu tempo”, emergiu de Nun, o excelso oceano de energia primordial, no local exato da cidade de Tebas, brindando os céus com o nascimento de Irta, isto é, “aquele que fez a terra”, para de seguida desbravar o paraíso indómito dos sonhos.



Hieróglifo de Amon

Por seu turno, Irta, sublime ourives da Criação, converteu as trevas do nada no sumptuoso tesouro do Universo, principiando por esculpir a terra, eterna barca de rubis navegando nos mares de pérolas negras do Infinito e, ato contínuo, os já citados oito deuses primordiais que se dirigiram a Hermopólis, a Mênfis e a Heliópolis para sonharem o esplendor da luz divina que do áureo corpo do Sol se desprendia (Ptah e Atum). Traídos pela sua obra colossal, que no decorrer da sua concepção todas as suas forças havia furtado, as oito deidades retornaram a Tebas, onde, à semelhança de Kematef e Irta, saborearam as nascentes de fruição espiritual que brotavam do éden das quimeras. No cosmos deste mito, a constelação de Ámon brilhou enquanto ba (poder criador) de Kematef, o que cimentou a sua posição fautor das maravilhas da Criação. Gradualmente, Ámon fundiu a sua identidade com a de Ré, senhor de Heliópolis, concebendo assim a deidade Ámon-Ré, suprema incarnação do astro- rei. Esta conotação solar do deus tebano é enfatizada pelos seus adoradores: “Tu és Ámon, tu és Atum, tu és Khepri”, numa clara oblação às inúmeras metamorfoses vividas pela deidade solar, principiando pelo seu derradeiro mergulho no oceano do horizonte, enquanto Sol poente (Atum), até à sua ressurreição sob a forma de Sol nascente (khepri). Conquistando igualmente aparência e funções de Min, deus da fertilidade, Ámon, agora, Ámon- Min, incarna os elementos primordiais da Criação. De fato, algumas das primeiras representações de Ámon em Karnak, datadas do início da XII dinastia, representam o deus tebano, enquanto fruto da sua fusão com Min. Através da associação eclética às mais proeminentes deidades do panteão egípcio (Ré, Ptah e Min), Ámon conquista a dádiva do poder, inevitavelmente depositada no sumptuoso altar de sua alma iluminada, bordando nas sedas consteladas que velam a etérea silhueta do Universo a poesia da sua sublimação, enquanto divindade nacional, primordial e demiúrgica. Durante o reinado de Akhenaton, em meados do séc. XIV, o deus tebano é alvo da perseguição do regente, quiçá numa represália contra o intimidatório poder do clero amoniano, que aumentara proporcionalmente ao prestígio da deidade em questão. Após uma noite de cerca de quinze anos, uma aurora adornada de paradoxos e controvérsias canta a ressurreição do Sol, que uma vez mais se apodera do trono dos céus, sob a forma de Ámon. Este converter das trevas na luz deve-se à alquimia secreta de um único faraó: Tutankhámon (reinado: 1337- 1348 a . C.).

CONTINUA...



- Postado por: Angelus às 20h51
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