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Mitologia Egípcia

Cosmogônia de Mênfis

Na cidade de Mênfis dominava um tríade composta pelos deuses Ptah, a sua esposa Sekhmeth e o filho destes, Nefertem.
A teologia desta cidade é hoje conhecida graças ao texto da Pedra de Chabaka. De acordo com as inscrições da pedra, o texto original tinha sido conservado num papiro guardado nos arquivos de um templo de Ptah. Este papiro encontrava-se num avançado grau de deterioração quando o faraó Chabaka (século VIII a.C.) ordenou que o texto fosse inscrito numa pedra de granito.
Neste sistema Ptah era o deus criador.

Ptah, o Soberano dos Artesãos: Conhecido também como patrono dos artesãos, esse era um deus largamente cultuado no novo império, sendo inclusive dado a ele papeis de criador do mundo através da palavra. Não se sabia de quem ele era filho, sendo uma das chamadas “divindades pré-criação” que surgiram antes de Rá (eles eram os deuses Khnun, Ptah, Neith e Num). Era venerado em dois locais, Mennofer (Mênfis) onde era identificado com o boi Ápis, e tinha o Templo funerário do Serapeo, (oráculo de Serapis, divindade grega Ptlomaica identificada com Ptah) e em Tebas, pois era protetor de Deir-in-Medineh, (comunidade exclusiva, autorizada a trabalhar no vale dos reis). Foi, em particular patrono do Rei Menreptah, (“o amado do Deus Ptah”, sucessor de Ramsés II, o grande), um dos maiores reis da XIX dinastia. Costumava ser retratado como um homem de pele clara, vestindo um Sudário branco, com dois cetros nas mãos: o bordão do pastor, um estranho cajado, cuja ponta superior era recurvada. Era um deus atento as suplicas dos homens, e tinha para isso grandes orelhas.

Nefertun, o nascido do lótus: Terceiro Deus da trindade Menfita, filho de Ptah e de Sekmeth, era representado como um homem com um lótus na cabeça, simbolizando sua ligação com a natureza. É mencionado em muitos textos antigos ás vezes como deus primevo, associado ao Num. Mais tarde é dado como filho de Ptah e Sekmeth, muitas vezes perdendo esse posto para Imhotep divinizado. Como deus da natureza, era o calor do sol.

Sekmeth, a temível leoa: Deusa das doenças, era uma divindade temida, encarregada de defender o Deus Sol. Diz-se que foi quem em um dia massacrou a maior parte da raça humana, por ordem de Rá. No Novo Império foi associada à cura, principalmente no templo de Deir-El-Bahri, no qual se praticavam várias curas. Seu animal era a Leoa, e aparecia como uma mulher com cabeça de leoa. Alguns registros a dão como outra face de Hathor ou de Bastet.

Cosmogônia de Tebas

O nome egípcio de Tebas, cidade do Alto Egito próxima da Núbia, era Uaset. Mais uma vez deve ser salientado que a designação de "Tebas" é de origem grega.
Tebas foi durante bastante tempo uma cidade pouco relevante. A partir do Império Novo ela adquire grande importância, relacionada com o fato dos reis fundadores da XVIII Dinastia (uma das dinastias que constituem o Império Novo), seres oriundos da cidade. Estes reis foram responsáveis pela expulsão dos Hicsos, povo estrangeiro que dominou o Egito. Assim, quando Tebas se transformou na capital do Egito não foi só a cidade que ganhou importância, mas também os seus deuses.
Na cidade de Tebas a esposa de Amon não era Amaunet, como referia a cosmogonia hermopolitana, mas Mut. Este casal tinha um filho, Khonsu, uma divindade lunar.

Amon, o Oculto era o vento o Deus jamais visto por nenhum mortal. Tinha diversos aspectos, alguns como os de mitigar o calor do deserto, e espalhar o calor no verão eram os mais antigos, remitências de uma era mais antiga e tribal. Outros como quando encarnava o senhor dos segredos, podendo desvendá-los e revelá-los eram mais recentes, e tinham uma face mais sombria, apesar dos Segredos serem geralmente ligados a Morada Eterna dos Deuses e aos segredos do Cosmos. Amon-Rá é o aspecto mais comum e onisciente, unindo os anteriores como mantenedor do equilíbrio cósmico entre a Terra, o Amanti e o Num (que em Tebas e no sul, mais que o Oceano Primordial era também uma espécie de dimensão paralela ao Egito).

Mut era um caso interessante. Era uma Mãe, mas não era lá essas coisas nesse aspecto. Ela era mais uma representante das chamadas “Damas Tebanas” de destacada atividade política e militar durante as guerras contra os invasores Hicsos. Era uma rainha, que podia ser sábia ou caprichosa, poderosa ou velada. Era a consorte de Amon, sendo também venerada como uma mulher de grande fascínio por ser inteligente e intrigante. Foi protetora de várias Rainhas, como por exemplo, Tousert e Hastsetchup.

Khonshu (ou Consu, ou ainda Khonsu) era um Deus eclipsado por dois poderosos pais e por um Deus mais novo, Montu. Usava o disco lunar, e sempre parecia à lua em Eclipse. Mas tinha seus adoradores nos magos das “Casas da Vida” dos templos, e naqueles que caminhavam sob a luz da lua. Velava também sobre certos aspectos mais sombrios, que nos são desconhecidos, embora fosse um Deus bondoso. Sobre ele se diz que era um mestre no jogo de Senet, e que apenas um deus lhe fazia frente: era Thot, o escritor. Sobre ambos se conta a seguinte lenda:

“... Estava, pois, Thot, Deus-escriba e mago ruminando o que lhe dissera Nut. Ele a amava, e tudo faria para ajudá-la, mas como desafiar ao Demiurgo, primeiro entre os Deuses? A não ser que... Thot parou, silencioso, olhou para o céu e viu ali, em meio ao firmamento, o palácio de Khosu. Para lá se dirigiu, passando pelas cortes e constelações de estrelas, onde a Barca prateada de Khonsu se encontrava, plácida, remada pelos seus criados. Bem ao centro, num largo pavilhão, com toda a sorte de flores e frutos luxuriantes, e com mais luxo que a mais luxuosa morada eterna estava sentado, com um tabuleiro de Senet trabalhado em prata e marfim, o Deus Khonsu, com o diadema da lua cheia em sua fronte, jogando com um servo. Milhares de vezes ele o fazia, pois já não havia entre os deuses e mortais quem com ele se batesse nos tabuleiros. E assim ele ganhou o orgulho de ser o mais habilidoso dos Deuses no Senet. Disso se aproveitou Thot, quando, ao chegar lá o desafiou para uma partida:
- Salve Khonsu, senhor do consolo da luz noturna nas terras de Kemet!* venho eu, Thot, mais sábio, mago, para propor-lhe um desafio. Se me venceres numa partida de Senet, dar-lhe-ei o que me é dado conhecer no domínio dos Sortilégios. Aceitas?
- Propõe algo que desejo, ó Thot, mestre dos hieróglifos, senhor de Hermopolis. Aceito teu desafio.
-Mas se eu vencer, ó percorredor do universo – disse Thot – Dar-me-á parte de tua luz.
- Assim seja!
Logo ambos sentaram-se, e a partida iniciou-se. De nada serviu a Khonsu sua habilidade, pois era como se as peças de Thot chegassem antes que ele fizesse qualquer movimento com as suas. E assim o disco da lua perdia seu fulgor claro, enquanto Thot mantinha a luz contida em seu cajado. Por quase toda à noite enfrentaram-se, até que a lua minguou o suficiente para que thot pudesse criar os cinco dias necessários para que Nut tivesse seus filhos. Enquanto Thot partia Khonsu ruminava sua derrota, resmungando:
- Em uma partida eu o derrotaria!
E foi assim que surgiram as fases da lua, tal foi à perda da luz que Khonshu passou a ter.”

Sem dúvida o caráter de jogador compulsivo de Khonshu é perceptível, sendo uma espécie de patrono dos jogos. Também se percebe que ele era um Mago, muito embora não se comparasse a Thot ou a Isis, seu poder não devia ser desprezível.
A Tríade foi extraordinariamente popular por muitos anos, mas caiu, vítima do ocaso do poderio de Tebas, e mais tarde, do próprio império egípcio. Deles, contudo, herdamos dois conceitos Religiosos: O da Tríade de Pai – Mãe – Filho; e o não menos importante calendário lunar.

Sem mt o que falar senão n dá espaço!
BJS



- Postado por: Angelus às 12h54
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Mitologia Egípcia

Olá
O texto seja um tanto quanto complexo, já que dessa vez busquei colocar as várias lendas conhecidas sobre a criação do mundo dentro dessa mesma lenda!


Divindades

As várias divindades egípcias existentes caracterizavam-se pela sua capacidade em estar em vários locais ao mesmo tempo e de sobreviver a ataques. A maioria delas era benevolente, com excepção de algumas divindades com personalidade mais ambivalente como as deusas Sekhet e Mut.
Um deus poderia também assumir várias formas e possuir outros nomes. O exemplo mais claro é o da divindade solar Rá que era conhecido como Kepra, representado como um escaravelho, quando era o sol da manhã. Recebia o nome de Atum enquanto sol do entardecer, sendo visto como velho e curvado, um deus esperado pelos mortos, que se aquecem com os seus raios. Durante o dia, Rá anda pela Terra como um falcão. Estes três aspectos e outros setenta e dois são invocados numa ladainha sempre na entrada dos túmulos reais.
Estas divindades eram agrupadas de várias maneiras, como em grupos de nove deuses (as Enéades), de oito deuses (as Ogdoádes), ou de três deuses (tríades).

Cosmogônias

Ogdoáde de Hermópolis (Jemenu)

Na cidade de Hermópolis, capital do XV nomo do Alto Egito, dominava um panteão de oito deuses agrupados em quatro casais. A origem destes oito deuses variava: por vezes eram apresentados como os primeiros deuses que existiram; em outros casos eram filhos de Atum ou de Chu.
Os oito deuses tinham os seguintes nomes e representavam os seguintes conceitos:
• Nun e Naunet, o caos, o oceano primordial;
• Heh e Hehet, o infinito, cujo aspecto é um tanto obscuro, mas seria algo relacionado ao caminho que as águas percorrem quando há cheia;
• Kek e Kauket, as trevas;
• Amon e Amaunet, o oculto, seriam deuses não cognoscíveis. Porém, em alguns textos, Amon e Amaunet dão lugar a outro par divino, formado por Niau e Niaunet, que personificariam o vazio, a ausência da totalidade.
Estes oito deuses atuavam coletivamente, ao contrário dos deuses dos outros sistemas, que eram autônomos.
As divindades masculinas deste panteão eram representadas como homens com cabeça de rã, enquanto que as femininas eram representadas como mulheres com cabeça de serpente.
Os sacerdotes de Jemenu, capital do décimo quinto nomo do alto Egito lograram criar um sistema cosmogônico pouco conhecido, e só através de textos que pertencem a outros sistemas, e geralmente da época tardia é que se pode ter algum conhecimento a respeito desse sistema. O principal deus desse nomo era a divindade lunar Thot, também deus dos escribas, mas Thot não toma parte na criação do mundo. E nem sequer seus adoradores observam algum tipo de doutrina nesse sentido. Dizia-se que, em Jemenu, em princípio haviam oito deuses, dos quais se têm pouca certeza quem eram, e com um demiurgo, que em alguns textos é Shu, e em outros, Atón Rá; ela, entretanto, foi, indiscutivelmente a característica matricial do panteão de Jemenu. Ao mesmo tempo, funcionam como uma divindade autônoma, composta por oito deuses que agem sempre de forma igual, de forma distinta da Enéade de Iunu.
Muito pouco se conhece ou se especula da Ogdoáde de Jemenu, uma das mais misteriosas congregações de divindades do antigo Egito, talvez originária de uma agregação de crenças antigas das várias doutrinas de Tebas, Iunu e do Fayun. Paralela a Enéade, ela é formada por oito deuses, chamados conjuntamente de “Hemu”, organizados em quatro casais divinos. Seu culto, entretanto, é muito remoto, sendo inclusive o nome da cidade – Jemenu – dado em homenagem a essas entidades: significa “cidade dos oito”. Ao contrário da Enéade de Iunu, esses deuses formavam uma entidade única, que apesar da diversidade tinha apenas uma vontade, uma vez que eles sempre estavam em uníssono.
Se considerarmos que a possibilidade de essa ogdoáde dar origem e ter relações com outros sistemas divinos, é possível inferir que há uma mudança conforme muda o sistema, ou seja, a cosmogonia, apesar de ser a mesma divindade – ou antes, ter o mesmo nome.
A cosmogonia de Iunu admitia a existência e dizia ser a Ogdoáde uma emanação de Rá, que era divindade suprema, numa espécie de sincretismo. Nas leituras mais antigas e puramente relacionadas à cosmogonia de Jemenu, Rá existia, mas não como divindade suprema; ele era, inclusive filho dos membros da Ogdoáde. Dizia-se que nesta era primordial, uma ilha se ergueu do oceano primitivo, e foi nesta ilha que os deuses rãs e deusas serpente colocaram um ovo. Desse ovo nasceu o Sol, que deveria criar o mundo e ordenar a criação.
Não há uma concordância nos textos e hinos de Jemenu quanto à origem desse ovo. As explicações que são dadas, além de muito pouco exatas, tendem a conter a influência de uma outra cosmogonia, via de regra a tebana. Não há sequer concordância sobre que ave teria botado o ovo, hora um ganso, hora um falcão. Enfim, não se sabe exatamente que Deus se ocultava na casca – não no interior, note-se – do ovo cósmico. Algumas possibilidades, corrobadas por textos da época, apontam para o deus Shu, já que o sopro de vida desse Deus era universal.
Os sacerdotes de Jemenu não tinham uma idéia muito clara da origem desse ovo, e suas explicações revelam a influência de outros sistemas teológicos, em especial o Tebano. Os textos religiosos mais antigos não estão de acordo nem, sequer, na atribuição de que ave teria posto o ovo. Às vezes a ave parece ser um ganso, outras vezes parece ser um falcão; e o livro dos mortos parece, às vezes, referir-se ao ovo de um pássaro macho. Ao final não se sabe quem é o demiurgo que se oculta na casca do ovo cósmico. Talvez venha a ser Shu, o deus do ar, "o que separa a terra dos céus", e a casca do ovo tenha sido o receptáculo do sopro de vida universal. Essa poderia ser, ao menos, uma explicação que faria sentido para os egípcios, já que "casca" (suhet) e "sopro do ar" (suh) eram, em sua língua, palavras muito próximas, que derivavam da mesma raiz.
Segundo o sistema de Iunu shu seria a primeira criatura do demiurgo Rá, e, por sua vez, o criador dos deuses da Enéade. Do mesmo modo, a passagem de número 76 do texto dos sarcófagos proclama Shu como o pai dos deuses, e, concretamente, da Ogdoáde de Jemenu. Mas há uma contradição com a passagem de número 226 do texto dos sarcófagos, em que Shu nasce sim do ovo, mas justamente daquele que os oito membros da Ogdoáde de teriam depositado na colina de Jemenu. Dessa maneira, seriam os pais, e não os filhos de Shu.
Os sacerdotes não souberam como evitar essas contradições, quando tentaram realizar a "integração" do mito de Jemenu com os sistemas cosmogônicos em vigor. E a confusão seria cada vez maior com o tempo: um texto da época Lágida dirá que Ptah, o deus da terra, criou o ovo que saiu do caos, (Num), e deste ovo vieram à existência os deuses da Ogdoáde. Outro mito diz que Rá, e toda a humanidade teriam saído daquele ovo.
Um hino de inspiração tebana disse que no interior do ovo se encontrava o demiurgo, e ele é identificado com o deus solar Rá e o deus nacional do novo império, Amon. Shu, deus do ar, havia perdido, logo, o papel de Demiurgo. O mito do deus que romperia a casca do ovo nada mais é do que a descrição metafórica das experiências dos homens primitivos que habitavam os pântanos do Nilo, e, nesse sentido, nada é mais notável do que o grito que chamaria todos para a existência.



Hieróglifos da Ogdóade!

Que confusão! Mitologia egípcia é linda.
BJS



- Postado por: Angelus às 13h07
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