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Depois de Mitologia Egípcia, qual é o assunto que deve ser postado?
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Mitologia Egípcia

Mais um post pequeno, mas mt bom
heheehehe
^^
Espero q possam aproveitar alguns simbolismos egípcios


Das Deusas Protetoras do Faraó

O Faraó, como rei do Egito sempre precisou de proteções poderosas, já que devotava sua energia para a proteção e edificação do país. De fato, nada mais justo que as duas Deusas protetoras do Alto e do Baixo Egito, do vale e do delta Nilo se encarregassem disso: Eram a serpente de nome Uadjit e a deusa Abutre Nekhebet. Juntas representavam a totalidade das duas terras, no diadema real do Faraó (o Uraeus), este presente principalmente na dupla coroa. Seus aspectos eram variados, mas a proteção de Uadjit era mais perceptível, pois era representada como uma serpente com a garganta inchada de chamas, visando destruir os adversários do Faraó. Era a personificação da vida rude junto aos caniços e pântanos do delta do rio Nilo. Ao mesmo tempo, a deusa Nekhebet velava de forma mais maternal o rei do duplo país, já que seu símbolo era o abutre Fêmea, ave caçadora famosa por jamais abandonar seus filhotes. Esse aspecto maternal era a personificação da doçura do alto Egito, onde o Nilo a terra era fértil e bela. Juntas e usadas em conjunto com as coroas, tinham o papel cerimonial de defender o Faraó das forças do mal.

Uadjit - Deusa Protetora do Baixo Egito




Nekhebet - Deusa Protetora do Alto Egito




O Passáro Benu

Ave associada o sol era um dos símbolos do renascimento. Seu aparecimento era motivo de grandiosas comemorações em todo o Egito, pois representava o nascimento de eras magníficas para o povo do Egito. Costumava aparecer uma vez a cada mil e quinhentos anos, sempre parando no cimo do obelisco único de Mênfis, no zênite do sol, quando somente o faraó podia olhá-lo de frente.
Segundo as lendas presentes em algumas estelas, a ave teria surgido do Num no principio da criação, para saudar o deus sol. era mensageiro de grandes acontecimentos e do renascimento. Foi associado pelos gregos a fênix.




Pedra Benben

Contam os mitos solares mais antigos que, do Num, no principio, emergiu um outeiro de forma piramidais. Tal outeiro foi de onde nasceu o deus Solar Rá, sendo por isso considerado sagrado.
Na cultura Egípcia passou-se a representar esse outeiro, símbolo da eternidade e do outro mundo como uma coluna de pedra baixa, com o cimo piramidal. Tal forma inspirou muitas construções, tais como as mastabas, e mais tarde as pirâmides. De fato, sua importância era tanta que muitas colinas ao longo de todo o Egito foram associadas a ela, como o Outeiro ao sul de Tebas.
Além dessa representação, podia ser encontrada como uma colina estilizada em pedra, sempre a leste das pirâmides.

O Texto das Pirâmides

O texto das pirâmides era um conjunto de litanias rituais, exclusivas ao Faraó, destinadas a ilustrar o caminho para a Eternidade. Diferindo do livro dos mortos – de quem seria uma das fontes – o texto não levava a julgamentos, mas sim a perfeita união com o Deus Sol.
Os textos foram encontrados em varias pirâmides e mastabas faraônicas do antigo império, como as dos reis Unas, Pepi I, Pepi II, etc. Seu conteúdo variava de túmulo para túmulo, assim como as divindades associadas ao texto.
Naturalmente havia fatores de coesão entre os hinos, como a presença constante do mito de criação de Heliópolis, assim como uma clara preponderância de Rá. em suas construções de frases, e na forma de colocação do sujeito vemos evoluções da escrita egípcia. O texto então apresenta uma constituição arcaica, mas de grande mutação de texto para texto. Essas mutações além de gramaticais eram históricas:a presença de Rá nos textos mais antigos é menor, assim como a influência de outros deuses.
O Texto das Pirâmides constitui o mais valioso dos textos do antigo império, sendo base de muitos escritos seguintes. Alguns dos hinos que o compõe, como o "hino canibal" remontam ao periodo protodinástico.
Caiu em desuso com o tempo, jamais voltando á baila, tanto devido a sal exclusividade como pela existência do mais barato e mais democrático "Livro dos Mortos." No novo império foi muito estudado por Kha-en-Qaset, filho de Ramsés II e grande sacerdote de Ptah, quem reformou a necrópole de Sakarah e as pirâmides, repintando os signos nas paredes.

BJS!



- Postado por: Angelus às 22h03
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Mitologia Egípcia

Ainda falta uma cosmogônia, mas a próxima é tão especial para mim q vai levar cerca de uns dois ou mais posts, pois quero realmente detalhar a enéade de heliópolis!
Enquanto n detalho eu posto aqui um breve resumo do livro dos mortos, que nad amais é q o livro da vida egípcio!
Boa leitura!

O Livro dos Mortos

O livro dos mortos, uma das mais duradouras obras egípcias suscita, até hoje, discussões sobre sua origem, e sobre seu objetivo. Muitos dizem que o códice é um livro de magias, outros que se trata de uma mera descrição dos campos de Iaru, o paraíso Egípcio, também chamado de "belo Amanti".
Na realidade o dito livro é algo bem diferente. Para começar, o termo "Livros dos Mortos" foi cunhado só no séc XIX, por Richard Lepsius, um arqueólogo alemão, para designar um conjunto de fórmulas que, assombrosamente, estavam presentes em grande parte das moradas da eternidade. Esse termo reverbou no imaginário humano, permanecendo até hoje como um livro secreto e misterioso.
Para os antigos egípcios, o conjunto de formulas rituais era chamado de "Livro para sair á Luz [do dia]", e tinha por objetivo, fornecer ao morto bagagem ritual – na forma de centenas de invocações e sortilégios - que o morto usaria para chegar ao tribunal de Osíris. Para os antigos, que se viam ameaçados por uma viagem sombria por uma região onde o sol não iluminava nada, e nelas uma serie de provas antes de chegar ao tribunal, a perspectiva de ter um livro que os ajudasse era sublime.
A origem das fórmulas do livro para sair luz sempre preocupou os estudiosos, já que não se sabia muito pouco sobre os rituais durante o enterro dos antigos egípcios. Só no Séc XX foi possível, a partir da atividade dos decifradores estabelecer uma provável origem: o livro dos mortos remota as mais antigas dinastias, mas na forma de uma série de fórmulas exclusivas para o rei, recitadas por um sacerdote na hora do fechamento do tumulo real, destinadas a superar os perigos do submundo, e a "fórmulas" tinham base nos mitos contados pelos templos, e em registros nas casas da vida dos templos, em especial a de Iunu.
O resto da população não tinha acesso aos campos de Iaru. Contudo, com o tempo, o além passou a ser mais "democrático", sendo estendido a todos os que podiam pagar uma mumificação e algum canto numa necrópole. Claro que a princípio, era apenas um sacerdote que realizava oi serviço fúnebre com recitando as formulas. Porem, a partir da XVII dinastia tornou-se de uso comum o uso de um pergaminho - ou de uma estelas, ou até mesmo nas bandagens da múmia – para escrever ass fórmulas. Essa atividade revelou-se lucrativa, os templos produziam centenas de pergaminhos coma s fórmulas (deixando um espaço para escrever o nome do morto) e os vendiam, os mais baratos escritos em hierático, os mais caros em hieróglifos.
Sua partes eram temas constantes de pintura nos túmulos dos reis e nobres. Um dos mais importantes desses temas era o que ilustra a luta de um gato brandindo uma faca contra uma serpente. (um inimigo comum dos mortos). Era dever do morto identificar que batalha era aquela, e que deuses estavam envolvidos. Ele então recorria ao livro dos mortos, seja nas paredes pintadas, seja no pergaminho, e descobriria que o gato é o sol, a serpente é Apofis, e a batalha é a luta diária entre a luz e as trevas, e do resultado dela dependia toda a criação.
entre suas partes mais famosas estão:



Página do livro dos mortos!

Fórmula para afastar a serpente (Apofis):
Recua! Caminhante que és afastado, proveniente de Apofis! Que sejas mergulhando no oceano do Num no lugar que foi marcado para a tua destruição! Afasta-te do nascimento de Rá por que nele está o terror! Eu sou Ré, onde reside o terror! Recua!
Era usada logo no principio da viagem, para derrotar a serpente que barra o caminho.

Fórmula para efetuar ao sair à luz do dia:
(...) Se este texto for conhecido na terra, ou se mandar inscrevê-lo em teu sarcófago poderá sair sem dificuldade e retornar a sua morada. Ser-lhe-ão servidos o pão e a cerveja, além da carne sacra do altar da boa divindade (Osíris) será alojado nos campos de Iaru, onde lhe serão entregues alimentos maravilhosos. (...)
Era usada para evocar ao morto as belezas do paraíso e lembrar-lhe que poderia visitar se desejasse, sua casa na forma de Ka (alma).

(...) Conheço-vos, o guardiões da Justiça e da Verdade (da lei de Maât) eu fui justo e lutei contra o mal. Eu não causei dano aos homens. Eu não oprimi. Eu não menti ou invés de ser verdadeiro. Como líder de homens não os obriguei a fazerem mais do que o exigido, não os tratei mal... (...)
Aqui o morto está diante dos juizes do outro mundo, e deve relatar todos os erros e faltas que não cometeu, antes de se proceder a pesagem do coração.

Post pequeno, porém valioso
Bjs!



- Postado por: Angelus às 14h05
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Mitologia Egípcia

Demorou, mas voltei com atualização

Cosmogonia de Elefantina

Elefantina é o nome grego de uma pequena ilha no Nilo situada junto da primeira catarata.
Nesta ilha dominava uma tríade encabeçada por Khnum, divindade com uma cabeça de carneiro, que representava a criatividade e o vigor. Para os Egípcios Khnum criava os seres humanos humanos no seu torno, tal como o oleiro cria as suas peças. As esposas de Khnum eram Satet e Anuket (ou talvez, segundo outra hipótese, seriam respectivamente esposa e filha do deus). Satet eram responsável pela inundação do Nilo (que gerava a fertilidade dos solos no Antigo Egipto) e Anuket encontrava-se também associada ao elemento água.

Khnun, o Oleiro do universo: Acima da primeira catarata do Nilo, Situa-se a ilha de Elefantina (conhecida pelos egípcios como "cabeça" do Egito). Lá, num grande templo, (o maior de toda a Assuã) o deus Khnun era adorado como grande senhor do universo. Dizia-se que ele criara a vida moldando-a a partir de uma roda de oleiro e do barro do Nilo. Era identificado com Hapi, Deus do rio Nilo, pois era o mestre das cheias. Seu animal era o Carneiro.

Satis, a esposa de Khnun: Uma das duas deusas esposas de Khnun, pertencia á tríade Elefantina. Era a responsável por desencadear, com uma flechada, direta e veloz, a cheia do rio Nilo. Pouco se conhece dessa divindade, mas, nas ilhas para a alem do Nilo azul dedicaram a ela e a Anukit alguns templos. Em certos textos, surge como uma filha de Rá. Costumava usar como diadema o abutre fêmea, ou a coroa do Alto Egito com chifres de vaca.
Anukit, a esposa de Khnun: Deusa de possível origem Núbia, era casada com Khnun, formando com ele e com Satis a tríade de Elefantina. Usava uma coroa com as plantas do Alto Egito, isso é, o lótus, ladeado de plumas de avestruz, o que pode comprovar mais ainda sua origem Núbia. Seus poderes são quase desconhecidos, mas parecem se relacionar coma fertilidade feminina.

A Mitologia Egípcia e as Revoluções de sua Sociedade

Os Egípcios e seus Deuses Primitivos:

A maioria das sociedades mais antigas via os elementos da natureza como manifestações divinas de um ente superior. Em muitos locais, esses “entes” não eram, de modo algum piedoso com os homens (vide mitologia Suméria), longe disso, eram selvagens e impiedosos. Mas no Egito, seu caráter se modificou. As primeiras três divindades nacionais parecem ter sido os Deuses Rá (o sol), o Deus Hapi (o Rio Nilo) e o Deus Osíris (a Terra). Nessa cosmologia esta implícita relação entre os elementos, à água que rega, o sol que aquece e vivifica, a terra que oferece os alimentos. Essa relação simplista era condizente com a situação de sociedade tribal e semi-sedentaria.

A revolução de Osíris:

Então, veio o momento em que a coisa se modificou. Embora Rá e Hapi fossem deuses nacionais, perdiam espaço para outros Deuses, tais como Amon, Sobek, entre outros. Mais dois realmente se destacaram: Osíris, como Deus do norte, e Seth, como Deus do sul. Houve alguns séculos de convivência pacifica, mas quando a guerra estourou, os deuses lutaram, e o norte foi derrotado. No mito Osiriano, Osíris é morto por Seth, e este se torna Rei do Egito. Mas a resistência é feita por Isis, com seu filho Hórus. E de fato, quando Hórus chega à maturidade, acontece à luta entre ele e Seth, e um empate ocorre.
Nesse momento, no Egito, ocorre uma supremacia do sul, que é interrompida por alguma espécie de revolta ou levante do norte, ocorrendo uma luta. Pode-se dizer que a solução de Namer, ao adotar a dupla coroa se refletiu nos mitos, onde o pais é dividido em duas partes, cabendo o sul a Seth, e o norte a Hórus, (já que Osíris era agora senhor da morte e do reino dos mortos), mas ambos são reunidos pelo Faraó. De fato, um dos nomes desse é “aquele que tem Seth e Hórus no mesmo ser”. Os mitos simbolizam a união dos Egitos, e a duradoura paz, só rompida em fins dom Antigo Império. Essa parte, entretanto, é complexa, e merece uma analise mais profissional e longa, pouco pratica nessa fase.

Os Deuses Egípcios posteriores:

Aqui temos uma abundancia de Deuses. Longe de serem nacionais, a maioria é composta por deuses locais conhecidos, mas quase desconhecidos em outras partes, ou então deuses nacionais com maior ênfase e poderes em certas regiões. Como Thot, que é deus da sabedoria em muitas partes, mas também é o da diplomacia em Mênfis, e o da magia em Heilópolis, mudando de local para local. Esse fato é uma conseqüência da idade feudal que o Egito viveu no médio Império, e no segundo período intermediário. Havia um Faraó, mas cada região tinha sua grande família, enterrada com pompa e celebrações. Assim, não era incomum que um deus fosse eleito predileto.
Mas a coisa mudou muito no novo império. O nacionalismo renasceu com uma força excepcional, e tomou a forma de um Deus poderosíssimo: Amon, o deus Oculto, senhor do vento e do cosmos. Inicialmente, esse era um Deus Tebano, razoavelmente conhecido. Porem, com a reunificação Egípcia por príncipes tebanos, ele adquiriu uma notoriedade nacional, a ponto de se fundir com o deus Rá, (que agora era um patrono do Baixo Egito, ao norte), criando a superdivindade Amon-Rá, um deus com poder sobre todos os outros. Não deixou de haver hierarquias e templos separados para ambos, mas para o povo comum, agora eles eram um, mas com dois aspectos. Esse acontecimento reflete o longo período de estabilidade, onde, sob a tutela dos Faraós tebanos, como os Amenofis, os Amenhotep, os Tutmés, e claro, os Ramessídas, a consciência nacional se consolidou. Amon alias, recebe tratamento especial: O complexo de Karnak-Luxor surge, para glorificar o poderoso Amon. Seu Sumo-Pontifice passa a ser um “vice-rei” com poderes, às vezes comparável ao do Faraó. E Amon se torna o todo-poderoso líder do panteão egípcio. Nessa época, outros Deuses mudam de aspecto. Osíris volta a ter um culto extremamente popular, principalmente sobre Sethi I e Sethi II(faraós da décima nona e vigésima dinastia, respectivamente). No reinado do primeiro, Seth deixa de ser encarado como um emonio, embora sua fama de implacável não deixe de existir, mas agora ele surge mais como uma força cósmica, que o Faraó necessita para manter o Egito a salvo – e convenientemente para realizar a expansão pelo Oriente Próximo.

As Deusas:

Os egípcios não eram, de modo algum machistas. As mulheres detinham igualdade social, podendo ter fortunas próprias, serem sacerdotisas, pedirem divorcio, etc. Mas suas deusas nunca alcançaram notoriedade duradoura. Hathor sempre foi uma mãe extremosa, Bastet uma glorificadora do Amor, e Neftis a senhora dos templos, e Isis a grande maga. Mas só esta ultima tornou-se uma deusa de adoração geral no país. Seu papel como mãe de Horus e grande maga é admirado em todo o império, de tal maneira que sua adoração é geral. A grande Esposa do real, e rainha do Egito era filha de Isis, e sua encarnação na terra. Apesar disso, nunca teve tanta influencia quanto os deuses masculinos.

BJS E ATÉ O PRÓXIMO POST



- Postado por: Angelus às 00h38
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